terça-feira, 21 de agosto de 2012

joana

Porque vezes não gosto de ti. Por vezes tenho orgulho do que fizeste, do que fazes, de quem és, mas não hoje, não muitas vezes. Decido pôr atrás das costas o que fazes de bom, quando te tornas perfeccionista e consegues ser quem queres, atingir o inalcançável e apenas me foco no que fazes de mal. Ações não ponderadas, ações mal calculadas, asneiras, disparates. Porque tenho de continuar a ser assim? Porque é que o colorido deste tecido manchado de cor não me chama a atenção, mas apenas as poucas manchas negras?  Gostava de mudar a minha forma de ver as coisas, sofro demasiado assim. Gostava de mudar a forma como me vejo ao espelho, não gosto não do que vejo, mas sim da minha interpretação do que está a ser refletido.

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