terça-feira, 21 de agosto de 2012

joana

Porque vezes não gosto de ti. Por vezes tenho orgulho do que fizeste, do que fazes, de quem és, mas não hoje, não muitas vezes. Decido pôr atrás das costas o que fazes de bom, quando te tornas perfeccionista e consegues ser quem queres, atingir o inalcançável e apenas me foco no que fazes de mal. Ações não ponderadas, ações mal calculadas, asneiras, disparates. Porque tenho de continuar a ser assim? Porque é que o colorido deste tecido manchado de cor não me chama a atenção, mas apenas as poucas manchas negras?  Gostava de mudar a minha forma de ver as coisas, sofro demasiado assim. Gostava de mudar a forma como me vejo ao espelho, não gosto não do que vejo, mas sim da minha interpretação do que está a ser refletido.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

"very" important person

Penso e repenso se sentes a minha falta. Sim tu, que alegas que sou tão importante. Tu, que sempre o alegaste ser. Tu, que me abandonaste. Sinto-me abandonada e sabes porquê? Porque nesta equação bastou uma variável mudar para o resultado ser negativo, para eu ser invisível. Querer torná-la positiva tornou-se tão forçado que desisti. Agora deixo-me à vontade do vento, ou melhor, das tuas palavras. Essas frases que antigamente eram tantas e agora nenhumas. Esses dizeres que de nada valem neste momento para mim, por não passarem de desculpas. Deixo-me à deriva neste momento suspenso da linha do tempo, porque afinal de contas mais vale pensar assim, que não pensar ou precipitar. Isto é uma chance que te dou, de não levar isto a mal, de recomeçar do ponto onde ficamos. Sempre foste importante, e para quê mentir? Continuas a ser, afinal temos anos de histórias para contar. Agora basta saber se queres aproveitar.